No dia 02 de abril de 2025, em uma quarta-feira, por volta das 17:00h, aconteceu o segundo encontro do PIBID, tendo como local de encontro a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) no Centro de Formação de Professores (CFP), contando com a participação das estudantes bolsistas do PIBID, supervisores das escolas e as coordenadoras Alessandra e Fernanda. Tendo como ênfase a discussão sobre o capítulo 4 "A teoria como prática da liberdade" da autora bell hooks, do seu livro “ensinando a transgredir a educação como prática da liberdade”, publicado em 2013, a obra contém 14 capítulos desenvolvidos. No começo, foi apresentado um vídeo de menos de 1 minuto, registrado pela coordenadora Fernanda, na qual fez parte de um momento do fórum de samba de enxada, no vídeo pôde-se encontrar a participação de crianças, adultos e idosos. A partir disso, nos refletimos notando como as crianças estão sendo integradas no meio, fazendo ligação com a bell hooks com as imagens mostradas no vídeo, a fotografia das crianças sendo livres e fazendo parte do meio juntamente com outras pessoas de diferentes faixas etárias. Posteriormente, inicia-se uma discussão acerca da escrita do nome da autora em suas obras é toda em minúscula “bell hooks”. A autora tem seu nome de batismo por “Gloria Jean Watkins”, mas fazia uso do pseudônimo "bell hooks", escolheu escrevê-lo em minúsculas para dar destaque às suas ideias e ao coletivo, em vez da sua pessoa, a fim também de homenagear á sua bisavó, “Bell Blair Hooks”. bell hooks foi uma escritora, professora, ativista e teórica feminista que trabalhou com diversos temas nas suas obras, como por exemplo a educação, defendia uma prática antirracista, anti-sexista, anti-imperialista, libertadora tendo foco no feminismo que explorava a interseccionalidade de raça, capitalismo, gênero e o preconceito étnico. Voltando para o capítulo 4 do livro, no começo da escrita, hooks salienta que as crianças podem ser cada vez mais teóricas, visto que conseguem fazer questionamentos aos adultos sobre as nossas práticas sociais rotineiras e os adultos naturalizarem. Com isso, ela se vê no interesse de trazer na sua escrita de forma menos erudita com contribuições para mulheres e homens negros que sejam formados institucionalmente ou os que não sejam, com intuito de alcançar majoritariamente a sociedade. Com base nisso, os estudantes e os supervisores começam a compartilhar acontecimentos da sua rotina de trabalho nas escolas, escolas estas localizadas na área urbana do município de Amargosa - BA e em espaços rurais do município, comentando como a escassez de personagens negros nas literaturas é alarmante, a quantidade de histórias estigmatizadas e a idealização de pessoas brancas, héteros e estruturadas economicamente tidas como um "padrão" imposto pela sociedade a ser seguidos e como isso contribui negativamente para a construção da identidade de crianças, jovens e adultos negros periféricos e camponeses que não se identificam como esses sujeitos, buscando então outros mecanismo para se “enquadrar” no meio social, favorecendo assim, para a perca da identidade.
Desse modo, em meio aos relatos sobre experiências no ambiente escolar, uma das estudantes do PIBID compartilhou um acontecimento de sua infância. Uma professora, que possuía o costume de dar apelidos aos alunos, lhe chamou por um apelido de termo racista. Isso afetou profunda e psicologicamente a aluna, que era muito jovem na época, tornando-a vítima de discriminação e racismo. A partir disso, surgiram outros relatos vivenciados e continou-se as reflexões.









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