terça-feira, 30 de setembro de 2025

Interversões realizadas por Ana Luíza e Maria Lara

 Intervenções realizadas pelas  bolsistas Ana Luíza e Maria Lara na Escola Municipal Vivalda Andrade Oliveira- Turmas do 4° A pela manhã e 4° D pela tarde.


Ervas, Curas e Segredos: o Saber que Vem da Terra.

No dia 23 de setembro, a partir do livro "O segredo de Santinha", nossa aula ganhou um toque especial: mergulhamos no universo das ervas medicinais com o projeto “Ervas e Curas: Contando os Segredos de Santinha”. Foi uma experiência que uniu aprendizado, histórias e aquele cheirinho de quintal que lembra infância.

Quem nunca ouviu uma avó ou vizinho mais antigo falar que “chá de boldo resolve” ou que “camomila ajuda a acalmar”? Pois é… esse tipo de saber popular foi o ponto de partida para a atividade, mostrando que a escola também é espaço para valorizar cultura, memória e tradição.

O que rolou de especial?

A turma foi convidada a explorar os usos, as histórias e os significados das ervas. Cada planta trouxe não só conhecimento científico, mas também lembranças, crenças e segredos passados de geração em geração. Foi aprendizado com cheiro de folha, sabor de chá e muito afeto. 

Desenvolvimento da aula:

1°: Apresentação inicial : A aula começou com uma conversa sobre algumas ervas conhecidas (boldo, hortelã, camomila, erva-cidreira etc.), mostrando fotos de cada ervas e seus usos no cotidiano. Muitas crianças compartilharam lembranças de família, como o chá da avó curou a dor de barriga, falaram que conheciam mas nunca tomou o chá e outras que nunca ouviram falar. Além desta atividade, fizemos outra adaptada para o aluno com TEA (Transtorno do Espectro Autista), onde produzimos um livro de colorir com imagens do livro trabalhado.

2°: Após conhecerem/lembrarem de cada erva e para que cada uma servia, a sala foi dividida em grupos e cada grupo recebeu cartolina. Eles produziram cartazes ilustrados, onde fizerem uma tabela, nessa tabela eles colocaram a relação dos alunos que conheciam determinada erva, ou seja, tiveram que colocar o nome das ervas e ao lado a quantidade de alunos do grupo que conhecia. Após isso, fizeram a representação gráfica, de forma livre, que consistiu em desenhar símbolos de acordo com a quantidade de alunos que conhecem as plantas, exemplo: para a camomila conhecida por 10 alunos, desenhar 10 florzinha. Assim, finalizamos as aulas com cartazes lindos e diversos e fizemos a colagem na parede da sala.

O que aprendemos com eles? Mais do que memorizar os nomes das plantas, percebemos que os alunos aprenderam a olhar para o conhecimento popular com respeito. Eles compreenderam que ciência e tradição podem se complementar e que cada erva carrega histórias, crenças e significados. Além disso, foi visível o quanto se envolveram emocionalmente, trazendo lembranças/relatos da família.

Por que isso importa?

Num tempo em que a farmácia parece ter resposta para tudo, é incrível perceber como os saberes antigos ainda têm valor. Não se trata de escolher entre chá ou remédio, mas de entender que tradição e ciência podem caminhar lado a lado. Assim como Santinha, você também pode ter sua farmácia no quintal de casa!!

No fim das contas…

Mais do que uma aula, o dia 23/09 foi um convite a escutar e respeitar os conhecimentos populares. Porque talvez o maior segredo das ervas não esteja apenas em curar o corpo, mas também em fortalecer nossas raízes e nossa memória coletiva.

Algumas imagens deste dia👇












ATIVIDADE ADAPTADA PARA O ALUNO COM TEA
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Criando Histórias a Partir de Cenas 
( atividade do dia 30/09)

No dia 30 de setembro, tivemos uma proposta super criativa: transformar uma sequência de cenas em uma história completa, com título, personagens e enredo. A ideia era soltar a imaginação e dar vida às imagens, construindo narrativas únicas.

Cada estudante recebeu as cenas e, a partir delas, precisou pensar: “O que está acontecendo aqui? Quem são esses personagens? Para onde essa história pode me levar?” Foi uma oportunidade incrível para exercitar a criatividade, trabalhar a escrita e desenvolver a capacidade de interpretar diferentes situações.

 O desenvolvimento da atividade:

 1°: Primeiro fizemos a distribuição das atividades e explicamos como funcionaria, após a explicação, os alunos observaram atentamente cada cena, comentando entre si o que poderiam significar;

   2°:  Em seguida, começaram a imaginar cenários e conflitos que dariam vida às figuras. Pedimos para que ele usassem e abusassem da imaginação!

3°:     Mão na massa – Cada um escreveu sua própria história, com começo, meio e fim, deixando a imaginação guiar cada palavra.

Obs: Para aqueles que tiveram dificuldades, sentamos ao lados e fomos ajudando, explicando e dando ideias para que eles pudessem escrever. E no fim, todos participaram!

O resultado? 

Histórias divertidas, emocionantes, cheias de surpresas e diferentes! Alguns imaginaram aventuras cheias de ação, outros criaram contos de resgate. O mais legal é perceber como mesmo partindo das mesmas imagens, cada aluno construiu algo totalmente diferente.

Essa atividade mostrou que escrever pode ser leve e prazeroso, principalmente quando deixamos a imaginação guiar as palavras. Afinal, cada um de nós carrega dentro de si um verdadeiro contador de histórias.

O que aprendemos?

Essa atividade mostrou que, mesmo partindo das imagens diferentes, mas alguns receberam as mesmas imagens, cada aluno foi capaz de criar algo totalmente diferente. Eles experimentaram a liberdade de inventar, descobriram o prazer de contar histórias e fortaleceram a confiança na própria criatividade.

Algumas imagens deste dia👇




      


E forem essas as nossas intervenções. 👋





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