A primeira atividade, “Misturando as cores da feira”, teve início com uma conversa relembrando a história O Segredo de Santinha. As crianças participaram com entusiasmo, recordando a Dona Santa e sua feira repleta de cores, aromas e sabores. Em seguida, convidei-as a descobrir os segredos coloridos da natureza. Juntos, observamos, tocamos e cheiramos flores e folhas, explorando suas texturas e perfumes. Depois, cada criança recebeu um punhado de folhas e foi observado pigmentos naturais, como beterraba e açafrão. O encantamento tomou conta da sala, para registrar esse momento tão especial, utilizamos tintas que lembravam as cores extraídas dos pigmentos naturais e criamos um mural coletivo, cheio de carimbos de folhas e flores, uma verdadeira exposição das descobertas do grupo.
Na atividade do segundo dia, conversamos sobre "Os Sons da Feira" e de tudo o que nela acontece. As crianças exploraram sementes, galhos e folhas, experimentando os diferentes ruídos que esses elementos podiam produzir. Depois, com muita empolgação, construíram pequenos instrumentos musicais e deram vida à Orquestra da Feira. O som dos chocalhos se misturava às risadas, aos olhares atentos e à curiosidade em cada toque. A cada batida e sacudida, novas descobertas surgiam, e a turma percebeu que a feira também tem sua própria música, cheia de ritmos e segredos, assim como os que Dona Santa guardava em seu coração e em suas plantas.
Na segunda semana, demos início à atividade “O Segredo das Vogais”, com propostas voltadas ao reconhecimento das letras que estavam sendo trabalhadas pelas professoras. No primeiro momento, exploramos a vogal O, e as crianças a identificaram pintando com os dedos as letras que apareciam nas palavras. A experiência foi repleta de concentração, encanto e alegria, pequenos dedinhos coloridos revelando letras em meio a tintas vibrantes, enquanto cada descoberta era celebrada com sorrisos e olhares curiosos.
No último dia de atividade, as crianças amassaram pedacinhos de papel colorido para formar pequenas bolinhas e, com elas, preencheram as letras da vogal A, completando as palavras “erva-doce”, “camomila”, e “maracujá”. A sala se encheu de concentração e risadas enquanto as mãos trabalhavam com cuidado. O resultado foi encantador, um painel coletivo cheio de cores, texturas e significado que registrou com beleza e sensibilidade o aprendizado e a dedicação de cada criança.
Esses momentos reforçaram como o aprender na Educação Infantil vai muito além do papel e do lápis. Aprender é sentir, tocar, ouvir, explorar e se encantar. É mergulhar no mundo com curiosidade e descobrir, a cada nova experiência, um motivo para sorrir. E foi exatamente isso que vi florescer no olhar atento de cada criança: o brilho de quem descobre o mundo com as próprias mãos e o coração cheio de alegria.
Entre tintas, sons e risadas, o aprendizado se fez presente em cada gesto, em cada descoberta e em cada partilha. Foi bonito ver como pequenas experiências se transformaram em grandes conquistas, mostrando que a infância é o tempo perfeito para experimentar e se maravilhar.
Sigo esperançosa para os próximos encontros, certa de que ainda há muitos segredos a serem descobertos, nas letras, nas cores, nos sons e, principalmente, nas pequenas mãos curiosas que fazem da sala de aula um lugar de encantamento.
Que venham as próximas vivências e que continuemos juntos nessa linda caminhada de aprender e sonhar!
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