Olá, tudo bem? Me chamo Juciane Souza dos Santos, licencianda em Pedagogia e bolsista do PIBID no subprojeto Pedagogia pelo Centro de Formação de Professores (CFP-UFRB), e vou relatar uma vivência incrível que tive nos últimos dias. No dia 23 de outubro de 2025, participei de mais um dos momentos inesquecíveis que o PIBID está me proporcionando, e não posso mentir, o medo e a insegurança foram meus maiores aliados nos dias anteriores, mas, a confiança que minha dupla, Isana Aragão, e meu supervisor Edson Melo e a coordenadora Alessandra Gomes, depositou sobre mim, foram mais fortes que tudo, e, tenho certeza que levei nossas experiências com muita clareza, qualidade e afeto. Durante o RECONCITEC, evento que me surpreendeu com a grandeza e variedade de indivíduos, territórios, identidades e permanências, apresentei o trabalho “Entre histórias e brincadeiras: a educação afetiva no lançamento de O Segredo de Santinha”. Este trabalho foi pensado e elaborado com muito carinho, empenho e respeito, com minha dupla do PIBID, meu supervisor e a nossa coordenadora, com o propósito de mostrar que a educação pode ser ofertada em diferentes ambientes, trabalhando o conteúdo e o cotidiano de forma eficaz.
“UFRB 2.0: o futuro da CiêncIA” representa uma universidade em constante evolução, mais conectada, inovadora e integrada às tecnologias emergentes. É uma metáfora para uma nova versão da UFRB, alinhada com os desafios contemporâneos e as possibilidades do futuro. Com destaque para as letras “IA”, que faz um jogo de palavras que une ciência e inteligência artificial. O objetivo é mostrar como a IA está se tornando uma ferramenta essencial para: produção de conhecimento científico; desenvolvimento de pesquisas interdisciplinares; expansão da extensão universitária; transformação social por meio da tecnologia. O evento convidou estudantes, professores, pesquisadores e a sociedade em geral a pensar como a IA pode ser usada de forma ética, crítica e criativa para resolver problemas reais, especialmente em contextos como o Recôncavo da Bahia.
Este foi meu primeiro Reconcitec e primeiro evento na UFRB que me coloquei como protagonista, onde eu não queria ser o centro da atenção, mas sim o nosso projeto e nossas vivências. Foi um momento que tive a oportunidade de está em volta de diferentes áreas do conhecimento, pude conhecer trabalhos dos nossos colegas da Educação Física e da Filosofia, que mesmo ocupando o mesmo centro que nós da Pedagogia, as vezes nos vemos tão distante e distintos, quando na verdade, somos tão similares e temos os mesmos propósitos: contribuir para uma educação de qualidade. A escolha do tema também reforça a importância de além de criar a interação e convívio entre os cursos, tem também a importância de integrar ciência, tecnologia e cultura, valorizando saberes diversos e promovendo inclusão digital e acadêmica.
Outro momento imensamente importante, foi a roda de conversa que fui a mediadora. A roda de conversa “Sobre vínculos, desejos e conquistas do PIBID: caminhos, estratégias e aprendizagens”, teve como palestrantes as coordenadoras de Área Alessandra Gomes e Fernanda de Souza, professoras do CFP no curso de Pedagogia, vinculadas ao subprojeto Pedagogia-PIBID. Com o título da roda de conversa, fica fácil saber sobre o que levamos para os ouvintes, um pouco do que os nossos grupos proporcionam ao PIBID, às escolas vinculadas, aos estudantes que temos contatos, e também, a nós, licenciandas bolsistas.
Discutimos um pouco sobre as estratégias que adotamos, seja nas salas de aula ou não, como por exemplo: um diagnóstico realmente contextualizado, que nos faça compreender os desafios, necessidades e potencialidades que cada bairro, escola e indivíduo carrega no seu íntimo; também falamos sobre as oficinas que levamos para as escolas, oficinas que buscam suprir a falta de conhecimentos e oportunidades que os alunos não tem, oficinas pensadas e aplicadas com muito cuidado e respeito, sempre com o objetivo de abarcar todos, sem segregar nenhum dos nossos alunos; dialogamos sobre os estigmas e preconceitos que até hoje acarreta o sistema educacional, como relações de gênero e raça, por exemplo, sempre querendo ampliar o pensamento crítico daqueles que nos ouvem, pois, não adianta apenas se sentir frustado, é necessário que busquemos formas de mudar esses pensamentos retrógrados afim de melhorar o sistema e as instituições de ensino.
No mais, foi um momento inesquecível, realmente inesquecível, é como se eu ainda estivesse naquela sala podendo elaborar meus pensamentos sem ser criticada, onde comunicamos dores e dúvidas que talvez em outro momento ficariam apenas em nossos pensamentos. O Reconcitec para mim foi isso: o diálogo e a escuta respeitosa.
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