domingo, 26 de abril de 2026

Nossa segunda intervenção na escola Rosalina - Anderson e Anna Paula

 

No dia 09 de abril foi realizada a segunda intervenção com o tema “Escrita de conhecimentos prévios sobre África”, que como o próprio nome diz, teve como base os registros de seus conhecimentos prévios acerca do continente africano que foram descritos por textos e desenhos. Os alunos que dominam a escrita, fizeram textos ou descreveram elementos sobre o continente, e os que ainda não dominam a escrita, fizeram desenhos para evidenciar seus conhecimentos.

Após explicação sobre a atividade, distribuímos folhas de ofício para cada estudante e tiramos as dúvidas que surgiram de imediato. Ao decorrer da intervenção, os alunos tiveram dificuldades para fazer seus registros, o que nos espantou um pouco, saber que muitos não tinham bagagem alguma de conhecimentos sobre África nos fez perceber que ainda há faltas no currículo estudantil e ensinar sobre a origem dos povos que ajudaram a fundar este país é de extrema importância, pois a Lei 10.639/2003 não está sendo cumprida efetivamente.

Todos participaram da atividade, mesmo com todas as dificuldades, conseguiram realizar boas escritas e desenhos que representam o continente. Alguns descreveram muito bem sobre o tema, outros conseguiram apenas informações genéricas, enquanto uma parte não conseguiu desenvolver nada, apenas com o auxílio dos mediadores. Os registros foram sobre diversos assuntos, países e suas características, culturas, culinária, fauna, flora, esportes, religiões, dentre outros.

Alguns momentos nos fez refletir muito, como o fato de uma das alunas preferir não falar sobre seus desenhos, e ao perguntarmos de forma particular e respeitosa sobre, citou envergonhada que seus registros representavam Maria Navalha e Seu Zé Pilintra, ali já estava explicito que não era vergonha, mas medo de falar sobre entidades que fazem parte da religião que ela cultua e ser retalhada com repreensões desnecessárias que geralmente pessoas que são de religiões provenientes de matrizes africanas vivenciam cotidianamente.

Ao final da atividade, como de costume, sentiram vontade de apresentar suas obras, e fizeram de forma excelente. Alguns alunos com necessidades específicas tiveram vergonha de se expor para a turma, mas os mediadores com cuidado e incentivo os acompanhou na frente e os ajudou a apresentar seus desenhos. Os demais fizeram leituras e explicaram o que haviam desenhado e poucos preferiram não apresentar.

Essa atividade foi de extrema importância para conseguirmos compreender que é nosso dever enquanto educador quebrar esses estereótipos que ainda existem e resistem, e ao resistir, germina o racismo, e ele cresce, cria mais raízes e seus frutos apodrecem a humanidade.


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