Escola: Dom Florêncio Sisínio Vieira
Turma: 1° ano B
Bolsistas: Kamille Vitoria e Raissa Paixão
Data da atividade: 25/08/2026
DA SEMENTE À MESA: DESCOBRINDO COMO TUDO COMEÇA.
Objetivos:
Esta intervenção teve como objetivo retomar a conversa sobre o trabalho dos agricultores e a produção dos alimentos, ampliando os conhecimentos das crianças sobre as sementes e o processo de germinação. A proposta buscou proporcionar a construção de conhecimentos sobre o desenvolvimento das plantas por meio da observação, do levantamento de hipóteses e da experimentação com o plantio do feijão, estimulando a curiosidade científica e articulando a leitura, a oralidade e o acompanhamento das mudanças da semente ao longo dos dias.
Descrição da intervenção:
Antes de começar uma nova atividade, voltamos ao que havíamos conversado no encontro anterior. As crianças lembraram da carta que fizeram para os agricultores e das conversas sobre o trabalho de quem produz os alimentos. A partir daí, entramos em outro ponto dessa mesma história: como tudo começa?
Fizemos a leitura do livro A Mágica das Sementes de Luiza Santos, depois da história, a conversa foi caminhando para as sementes e para o plantio. Falamos sobre o que uma semente precisa para começar a se desenvolver e sobre as transformações que acontecem até chegar à planta e, posteriormente, ao fruto.
Depois do diálogo, chegou a hora de colocar a ideia em prática, assim, cada criança recebeu um copo plástico, algodão e um feijão para realizar o seu próprio plantio. Com nosso auxílio, foram acompanhando cada etapa e colocando a mão na atividade. O envolvimento apareceu também nas falas: algumas crianças lembraram que já tinham feito algo parecido na creche, a diferença é que segundo elas, naquela experiência não chegaram a receber seus feijões de volta, mas dessa vez, o feijão teria outro destino, onde cada um levaria o seu para casa e teria uma tarefa que continuaria depois daquele encontro: observar.
Ao final, conversamos sobre a quantidade de água, os cuidados e, principalmente, sobre a necessidade de prestar atenção às mudanças, afinal, no momento em que saíram da sala, ainda não havia broto, raiz ou folha, havia apenas uma semente. E era justamente isso que tornava a próxima etapa tão curiosa: o que será que aconteceria com ela?
Registros:




Reflexão pedagógica
Essa foi mais uma experiência que nos fez pensar que trabalhar com crianças ou qualquer outra faixa etária não é sobre entregar respostas prontas, mas criar situações em que elas tenham motivos para perguntar, observar e querer descobrir. O feijão, mesmo sendo algo tão simples, abriu espaço para uma aprendizagem que acontece no tempo da própria criança, marcada pela curiosidade diante de algo que ainda não se sabe como vai acontecer.
Um ponto de importância é perceber que as crianças já carregam conhecimentos e experiências para dentro da sala, como a lembrança de uma atividade realizada na creche, na qual, mostrou que aquilo que propomos não começa do zero, e quando esses conhecimentos são considerados, a criança deixa de ser apenas alguém que recebe uma informação e passa a participar da construção do que está sendo aprendido. A intervenção ainda nos levou a refletir sobre a relação entre o que se aprende na escola e aquilo que faz parte da vida. Falar sobre agricultura pode parecer um conteúdo distante quando o alimento já chega pronto à sua realidade, assim, observar uma semente se transformar ajuda a romper um pouco essa distância e possibilita compreender que antes de chegar à mesa, existe um processo, um tempo e um trabalho envolvido.
Nesse sentido, a proposta mostrou que a aprendizagem pode continuar acontecendo para além do momento da intervenção, em que a observação do feijão cria uma continuidade e coloca as crianças diante de algo que não pode ser resolvido imediatamente. É preciso esperar, olhar novamente, comparar e levantar novas perguntas. É justamente nesse movimento de não saber ainda e querer descobrir que a curiosidade científica começa a ganhar espaço na aprendizagem.
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