sábado, 22 de agosto de 2026

1º ENCONTRO – INVESTIGANDO DE ONDE VÊM OS ALIMENTOS (Thauan, Rosemeire)



 No dia 17 de agosto de 2026, demos início ao nosso projeto de intervenção intitulado “DO CAMPO A MESA”:Pequenos Cientistas da Terra. Para esse primeiro encontro, nosso objetivo foi investigar os conhecimentos prévios das crianças sobre os alimentos, despertando a curiosidade e incentivando a observação e a investigação a partir de elementos presentes no cotidiano.

Para iniciar a atividade, levamos uma caixa contendo diferentes frutas, verduras, legumes e outros alimentos, como aipim, tomate, maçã, batatinha, milho, cebola, quiabo, laranja, limão e chuchu. Cada criança foi convidada a retirar um alimento de dentro da caixa. À medida que os alimentos eram retirados, realizávamos perguntas para incentivar a participação e conhecer as ideias das crianças, como: “O que é esse alimento?”, “Vocês já comeram esse alimento?”, “De onde ele vem?” e “Será que ele já nasce assim, pronto?”.

As respostas foram bastante interessantes e revelaram diferentes conhecimentos e hipóteses sobre a origem dos alimentos. Algumas crianças disseram que os alimentos vinham do mercado; outras responderam que vinham da plantação, da feira ou da árvore. Também percebemos que algumas crianças não conheciam determinados alimentos.

O aipim, por exemplo, não era conhecido por algumas crianças. Nesse momento, conversamos sobre a mandioca e sobre alguns processos pelos quais ela passa para a produção da farinha. Explicamos que a mandioca precisa ser preparada e levada à casa de farinha, onde passa por diferentes etapas. A professora Tailane também contribuiu com a explicação, mencionando a utilização da prensa e relacionando aos povos indígenas. Conversamos ainda sobre o processo de peneirar a farinha, separando as partes mais grossas das mais finas, dando exemplos para ver se eles conseguiam descobrir o nome.

O quiabo também despertou curiosidade. Algumas crianças disseram que já haviam comido, mas não sabiam dizer o nome do alimento, falaram até que era uma pimenta. O mesmo aconteceu com o chuchu, que algumas crianças já conheciam por terem consumido, mas não conseguiam identificá-lo pelo nome.

Durante a dinâmica, as crianças puderam observar, tocar, apertar e sentir o cheiro dos alimentos, explorando suas características por meio dos sentidos. A participação foi bastante significativa, pois demonstraram curiosidade, interesse e entusiasmo durante a atividade.

Após a exploração dos alimentos, construímos coletivamente um cartaz com o título “De onde vêm os alimentos?”. Levamos imagens de diferentes alimentos, como uva, maçã, brócolis, banana, entre outros, para que as próprias crianças participassem da construção do cartaz, realizando as colagens.

Enquanto construíamos o cartaz, registramos as respostas apresentadas pelas crianças sobre a origem dos alimentos. Entre as hipóteses mencionadas estavam “da árvore”, “da plantação”, “do mercado”, “ do mato” e “da feira”. Esse registro foi importante porque possibilitou conhecer as ideias que as crianças apresentavam naquele primeiro momento e que poderiam ser retomadas ao longo do desenvolvimento do projeto.

A intenção era, posteriormente, apresentar novas informações sobre quem produz os alimentos, onde são produzidos e quais caminhos percorrem até chegar à nossa mesa, podendo comparar os conhecimentos iniciais das crianças com aquilo que elas iriam aprender durante as intervenções.

Nesse primeiro encontro, participaram apenas seis crianças, pois essa foi a quantidade de crianças que compareceu à creche naquele dia. Mesmo com um número reduzido de participantes, a atividade foi bastante proveitosa e possibilitou observar os conhecimentos prévios das crianças sobre os alimentos, suas características e sua origem. 






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