sábado, 22 de agosto de 2026

2º ENCONTRO – INVESTIGANDO OS ALIMENTOS QUE FAZEM PARTE DA NOSSA ALIMENTAÇÃO (Thauan, Rosemeire)



 

No dia 18 de agosto de 2026, realizamos o segundo encontro do projeto. Como nesse dia tivemos a presença de 14 crianças, sendo que algumas não haviam participado do primeiro encontro, decidimos retomar parte da atividade anterior para que todas pudessem ter contato com a proposta.

Levamos novamente a caixa utilizada no primeiro encontro, mas acrescentamos novos alimentos, como manga, uva, batata-doce, couve, repolho e feijão ainda dentro da vagem. Também levamos embalagens de alguns alimentos industrializados e produtos processados, com o objetivo de relacioná-los aos alimentos naturais que já havíamos apresentado e ampliar a conversa sobre a origem dos alimentos e a alimentação saudável.

Entre as embalagens apresentadas, levamos, por exemplo, embalagens de suco de manga e de uva, farinha produzida a partir da mandioca, farinha de milho utilizada para o preparo do cuscuz e embalagem de biscoito de goiaba, entre outras. A intenção era mostrar às crianças que alguns produtos encontrados no mercado são produzidos a partir de alimentos que vêm da natureza.

Optamos por levar somente as embalagens dos produtos industrializados, e não os alimentos para consumo, porque a creche possui um cronograma de alimentação estabelecido pela nutricionista e existem cuidados relacionados à alimentação das crianças e às possíveis restrições alimentares. Dessa forma, as embalagens foram utilizadas apenas como recurso pedagógico para a observação e a investigação.

Nesse encontro, utilizamos como perguntas investigativas:
1. Quais desses alimentos vocês conhecem?
2. Quais costumam comer em casa?
3. Todos esses alimentos vêm da natureza?
4. Será que todos fazem bem para o nosso corpo?

A partir dessas perguntas, buscamos compreender o que as crianças já sabiam sobre os alimentos que fazem parte do seu cotidiano, quais costumavam consumir em casa e se conseguiam perceber diferenças entre os alimentos naturais e os produtos industrializados. A conversa também possibilitou introduzir, de forma adequada à faixa etária, a reflexão sobre alimentação saudável.

As crianças que haviam participado do primeiro encontro contribuíram principalmente identificando e falando para os colegas os nomes dos alimentos que já conheciam. Foi interessante perceber que as crianças que não haviam participado anteriormente também conseguiam identificar muitos dos alimentos apresentados, demonstrando conhecimentos prévios sobre eles.

Entretanto, alguns alimentos despertaram maior curiosidade. Um exemplo foi o feijão ainda dentro da vagem. Apresentamos a vagem às crianças e perguntamos se sabiam o que havia dentro dela. Em seguida, convidamos algumas delas a abrir a vagem para descobrir.

Quando abriram a vagem e perceberam que havia os grãos de feijão dentro, conseguiram identificar que se tratava de feijão e demonstraram surpresa ao descobrir onde o feijão ficava antes de ser retirado da vagem. Esse momento foi significativo, pois muitas crianças conheciam o feijão já pronto ou separado, mas não tinham observado como ele se apresentava antes de chegar à nossa mesa.

Outro momento muito significativo aconteceu quando observamos uma folha de couve que apresentava vários pequenos buracos e, nela, encontramos uma lagarta. Percebemos que os buracos presentes na folha eram marcas deixadas pela lagarta ao se alimentar.

Essa descoberta chamou ainda mais a nossa atenção porque, anteriormente, a professora Tailane havia contado para as crianças a história de uma “lagartinha comilona”. Ao encontrarmos a lagarta na folha de couve, percebemos a oportunidade de relacionar a situação real com a história que as crianças já conheciam.

Decidimos, então, apresentar a folha de couve com a lagarta para as crianças. Quando mostramos o animal, a reação foi de muita curiosidade e entusiasmo. Inicialmente, algumas crianças ficaram receosas e demonstraram um pouco de medo, enquanto outras ficaram bastante eufóricas, gritaram e quiseram se aproximar para observar a lagartinha.

Apresentamos a lagarta às crianças e conversamos sobre o que havia acontecido com a folha de couve, observando os pequenos buracos deixados pelo animal. Aproveitamos aquele momento para estimular a observação e a curiosidade das crianças sobre os seres vivos presentes na natureza.

Em seguida, explicamos que iríamos devolver a lagarta à natureza. A professora Tailane perguntou às crianças se elas gostariam de nos acompanhar para realizar a soltura. As crianças aceitaram com entusiasmo e, então, formamos uma fila e fomos até o jardim da creche.

Durante esse momento, tocamos na lagarta para mostrar às crianças que aquele pequeno animal, naquela situação, podia ser observado com cuidado e respeito. Depois disso, algumas crianças que inicialmente estavam com medo também se sentiram mais confiantes e tiveram coragem de tocar na lagarta, sempre com nossa orientação e supervisão.

Após a observação e o contato com o animal, soltamos a lagarta no jardim, devolvendo-a à natureza. Esse momento foi especialmente significativo porque surgiu de uma situação concreta e inesperada e permitiu relacionar a história da “lagartinha comilona” com a observação da natureza, a alimentação dos animais e o cuidado com os seres vivos. Também foi possível perceber uma mudança na postura das crianças, algumas que inicialmente demonstraram medo passaram, depois da observação e da mediação dos adultos, a demonstrar curiosidade e interesse pelo animal.

Assim, os dois primeiros encontros foram fundamentais para dar início ao projeto “DO CAMPO A MESA”:PEQUENOS CIENTISTAS DA TERRA. As atividades permitiram conhecer os conhecimentos prévios das crianças, estimular a curiosidade, promover a exploração sensorial dos alimentos, investigar sua origem e estabelecer relações entre os alimentos naturais, os produtos industrializados, a alimentação saudável e os seres vivos presentes na natureza.

As respostas apresentadas pelas crianças nesses primeiros momentos serão retomadas ao longo do projeto, possibilitando comparar suas ideias iniciais com os novos conhecimentos construídos durante as próximas intervenções e compreender, de forma progressiva, os caminhos que os alimentos percorrem desde a natureza até chegarem à nossa mesa. 









Nenhum comentário:

Postar um comentário

3º Intervenção: Leitura do Livro “O Segredo de Santinha” e Produção Textual.

Escola : Rosalina Souza Binttecourt Supervisor : Edson Melo Coordenadora: Mariana Meireles Bolsistas : Cailane Vitória e Taiane Soares Agroe...