Escola: Escola Municipal Professora Rosalina Souza Bittencourt
Turma: 4° A
Bolsistas: Anderson Alves e Ana Paula
Supervisor: Edson Melo
Coordenadora: Mariana Meireles.
Desde o início, foi possível perceber o entusiasmo da turma. Os estudantes demonstraram bastante interesse em participar e acompanharam atentamente as jogadas, torcendo pelos colegas e buscando estratégias para que seu grupo conseguisse vencer. A competição foi levada bastante a sério pelos dois lados e, em alguns momentos, a rivalidade acabou ficando mais intensa do que esperávamos, sendo necessárias intervenções do professor regente e dos pibidianos para retomar a organização da turma e reforçar que a disputa fazia parte da atividade, mas não deveria comprometer o respeito entre os colegas. Mesmo diante desses momentos, consideramos significativa a forma como os estudantes se envolveram com a proposta, pois praticamente toda a turma permaneceu mobilizada durante o desenvolvimento da atividade.
Um dos aspectos que mais chamou nossa atenção foi que o jogo acabou possibilitando discussões que ultrapassaram a própria dinâmica das palavras. A partir das relações estabelecidas pelos estudantes, fomos ampliando algumas questões e trazendo outros elementos que fazem parte das discussões sobre agroecologia. Dessa maneira, surgiram reflexões relacionadas ao uso de agrotóxicos, à necessidade de preservação ambiental, ao consumo exacerbado de água e às consequências de determinadas práticas humanas para o meio ambiente. Esses momentos foram importantes porque mostraram que as palavras não estavam sendo trabalhadas de forma isolada, mas poderiam servir como ponto de partida para que os estudantes estabelecessem relações entre diferentes conhecimentos e refletissem sobre situações presentes em seu cotidiano.
Nesse sentido, a atividade também nos permitiu perceber que o conhecimento dos estudantes não se manifesta apenas quando eles respondem diretamente a uma pergunta, mas também quando conseguem estabelecer relações, levantar possibilidades e participar das discussões que surgem durante a prática. O jogo, portanto, tornou-se um espaço de aprendizagem que articulou linguagem, raciocínio, interação e conhecimentos sobre agroecologia, permitindo que a temática fosse explorada de maneira mais ampla e significativa. A participação intensa da turma e as reflexões construídas ao longo da atividade reforçaram a importância de utilizar propostas diversificadas, capazes de despertar o interesse dos estudantes sem perder de vista a intencionalidade pedagógica.
- Ampliar o repertório dos estudantes sobre a agroecologia
- Problematizar práticas que afetam o meio ambiente
- Estimular uma compreensão crítica sobre a relação entre sociedade, produção e natureza
- Desenvolver o raciocínio e a capacidade de estabelecer relações
- Praticar a leitura
Reflexão pedagógica
A atividade nos fez perceber que a competição, quando mediada pedagogicamente, pode também se transformar em uma possibilidade de aprendizagem e interação. Apesar da rivalidade ter se intensificado em alguns momentos, foi justamente a necessidade de intervenção que nos mostrou a importância de conduzir essas situações para que a disputa não se sobreponha ao objetivo educativo. Além disso, as relações estabelecidas entre as palavras possibilitaram que conhecimentos inicialmente apresentados de maneira simples fossem ampliados para discussões mais complexas sobre as formas de produção e consumo e seus impactos no ambiente. Assim, compreendemos que uma atividade pode ultrapassar aquilo que foi inicialmente planejado quando os estudantes participam ativamente e trazem questões que possibilitam novas reflexões, tornando a aprendizagem mais significativa e relacionada à realidade.



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